Viagens

Pelos caminhos do Mundo – Mafra

Às vezes eu pergunto-me como é que consigo ser tão inteligente e estúpida ao mesmo tempo. Não sei porque raio de alma é que não vos vim falar de Mafra mais cedo, se passei por Óbidos depois, isto há 8 meses atrás. Como costumo dizer (já pegou moda cá em casa), eu devo comer gelados com a testa. Seja como for, ainda venho a tempo de me redimir, não é verdade?

Comecemos pelo início (boa!). Lá acordei eu às 05h da manhã para estar prontinha a partir do Porto às 06h e qualquer coisa rumo a Mafra com o resto do crew (diga-se colegas e professores, pois apesar de parecer uma excursão, esta viagem tratou-se duma visita de estudo). As horas eram de luta entre o sono e o pensamento no lindo cenário que iria encontrar no Sul, mas lá consegui aguentar e hoje posso afirmar que foi uma das melhores experiências que tive no meu secundário (so touching). Além de estar com uma moca do caraças, aproveitei bem o dia para conhecer um pouco mais da cultura do nosso país, que é simplesmente encantadora.

Mal cheguei (cerca das 11h) a Mafra, deliciei-me com o respeitinho que o Palácio Nacional de Mafra impunha. Esta construção datada de 1715, mandada construir pelo “nosso” excêntrico D. João V, tem um comprimento de 232 metros, uns 1500 quartos (sem exagero), uma biblioteca, um convento e mais umas quantas divisões que já nem me lembro. Ironia do destino ou não, havia uma imobiliária mesmo em frente a esta preciosidade. Ainda tentei ver se aceitavam as minhas notas do Monopólio, mas sem sucesso. Pode ser que numa época de “saldos” eu consiga esta casa de férias.

Não me vou mais alongar na história pois não tem muito interesse eu estar a desenrolar tudo, não é verdade? Para isso, deixo que façam o vosso trabalho de casa: leiam o Memorial do Convento, de José Saramago, pesquisem um pouco na Internet e descubram todos e quaisquer detalhes que queiram saber. Neste post, só falarei do essencial para o leigo perceber (vou tentar).

Todas as semelhanças que possam encontrar com a Basílica de São Pedro, no Vaticano, não são meras coincidências. Toda a gente sabia que D. João V respirava pó de ouro e que transbordava excentricidade, isto é, nunca fazia as coisas pela metade. Se era para fazer, que se fizesse à farta!

Inicialmente, o convento e a basílica eram só para acolher meia dúzia de pessoas, mas o “nosso” camarada lá introduziu uns cheats e achou por bem ir ampliando. Nestas coisas todas, ele alterou para aí mais umas cinco vezes o projeto, tudo para se assemelhar à  Basílica de São Pedro. Só não lhe conseguiu chegar aos calcanhares porque lá o engenheiro se impôs e disse que não estava para brincadeiras, que para isso fosse jogar Sims e que instalasse mais expansões para conseguir o que queria. O Joãozinho lá teve de ceder. Mas até ficou bem gira esta réplica da Basílica de São Pedro, não acham?

Acerca destas últimas imagens, não me vou alongar muito. Apenas quero destacar a biblioteca deste fantástico monumento e dizer-vos que é absolutamente estrondosa. Mal se entra nesta sala, sentimo-nos tão pequeninos… Tudo devido não só às proporções reais, mas também à quantidade de sabedoria que nela se concentra – existem aqui livros únicos a nível mundial! Não só em português, mas também noutras línguas, como o latim e afins.

Caso queiram saber mais algum pormenor, aconselho vivamente visitarem o site oficial do Palácio Nacional de Mafra. Só vos faz bem, pois enriquece-vos sob o ponto de vista intelectual e cultural.

3 thoughts on “Pelos caminhos do Mundo – Mafra”

  1. Só visitei este palácio uma vez e foi numa visita de estudo de Português no 12º Ano, vá-se lá saber o porquê! 
    Portugal tem sem dúvidas monumentos lindos e é algo que infelizmente muitas pessoas não sabem aproveitar!

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