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Moda & Style

por Joana Freitas

Moda & Style

por Joana Freitas

Pelos caminhos do Mundo - Bruges

Como já tive a oportunidade de ir anunciando pelo Facebook, e até mesmo aqui pelo blog, já há algum tempo que tinha programado uma grande viagem, que por sinal foi a minha primeira (de muitas, espero eu!) do género, organizada por dois dos meus professores e a agência de viagens. Foram cinco dias passados entre a Bélgica (Antuérpia, Bruges e Bruxelas) e a Holanda (Amesterdão, Roterdão e Volendam). Visto que descrever toda esta viagem num só post é impossível, vou começar por fazer uma série de posts a relatar toda a minha experiência por aquelas terras, bem como a sensação de quem anda pela primeira vez de avião, o que levei na mala (na altura não fiz o post relativo ao tema pois andei ocupada com o EYP, que acabou por ser uma experiência enriquecedora, recomendando assim a todas que visitem este site para saber do que falo), pequenas dicas de sobrevivência para quem pensa viajar até lá, entre outros assuntos que me peçam para falar relativos à viagem.

 

Para começar e esclarecer, eu tive a oportunidade e a sorte de partilhar esta belíssima viagem com um fantástico grupo de 60 pessoas, grupo constituído por professores e alunos, o que tornou toda esta viagem uma experiência única e (ainda mais) enriquecedora, pois ensinou-nos a conviver, a seguir regras e a saber lidar em grupo, ainda por cima num grupo consideravelmente grande (só nós, bem à vontade, ocupávamos mais de metade dos aviões da PGA em que viajávamos...).

Fizemos ligação Porto - Bruxelas logo pela manhã de sábado do dia 1 de março, a única hipótese para chegar até ao território belga, para depois sermos transportados por um autocarro da transportadora que estava ao nosso serviço até Bruges, uma viagem que se fez em pouco mais de uma hora, dando assim oportunidade a todos de ver alguns costumes do país, nas quais se destacam a arte e escultura abstrata ao longo de muitos pontos da cidade (irei depois falar disso), bem como as ciclovias que se estendem por quilómetros e quilómetros, sendo assim um bom substituto ao carro, não fossem os belgas apreciadores das atividades ao ar livre, como andar de bicicleta ou uma boa caminhada.
Falando um pouco da história de Bruges, na idade média era a cidade mais próspera da Europa graças à riqueza proveniente do comércio das sedas, peles, tapetes asiáticos, vinho, fruta e animais exóticos que passavam pelos seus famosos canais, mas esta riqueza não durara muito: por volta do ano de 1500, esta cidade foi rapidamente ultrapassada por Antuérpia, pois o canal Zwin, responsável pela riqueza da cidade, começou a ficar obstruído pelo lodo.

 

Para quem não sabe, esta cidade, que foi considerada Capital Europeia da Cultura em 2002, é também conhecido como a Veneza do Norte, tudo por causa dos imensos canais que cercam e atravessam esta região que a ligam também à cidade de Gand. É de frisar também que o porto de Zeebrugge foi construído em 1907 e foi usado pelas tropas alemãs na I Guerra Mundial para atracar os seus submarinos, e que foi alargado no decorrer dos anos de 1970 e de 1980, um feito que tornara este porto num dos mais importantes e modernos portos da Europa.
A Veneza do Norte

 

A visita por Bruges valeu-me uma bela e mágica experiência, não fosse esta uma cidade de estilo medieval, um estilo que eu pessoalmente adoro e com o qual me identifico bastante. Sabem aquelas cidades que os contos relatam e descrevem? Pois bem, encontrei aqui, em Bruges, a prova material de essas cidades realmente existem, cujos recantos desta cidade nos fazem suspirar e nos transportam para todos aqueles contos encantados de outros tempos. Para ajudar a reforçar toda esta sensação, pela cidade andam cavalos e carroças a transportar os turistas numa deliciosa volta pela cidade à moda antiga, e a doçura extra do cheiro a chocolates, doces e waffles no ar. Só coisas boas, portanto.

 

A visita à cidade foi feita a pé, permitindo-nos assim visitar locais emblemáticos como o Markt, o Hall da Câmara Municipal, o percurso até à Catedral e o Onze-Lieve-Vrouwekerk, bem como as casas medievais e os canais da cidade. Mais do que palavras, apenas as imagens para comprovarem o encanto desta que foi a primeira cidade que visitei.
Continua nos próximos posts...

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