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Moda & Style

por Joana Freitas

Moda & Style

por Joana Freitas

Pelos caminhos do Mundo - Amesterdão e Volendam

Infelizmente é o último post desta minha saga pela Bélgica e pelos Países Baixos, uma viagem que teve lugar já há mais de um mês, e que ainda hoje deixa marcas e memórias de todos os que participaram nela. Poderão ver os anteriores posts da trama nesta tag.

 

Hoje, e para terminar em beleza, o post irá ser exclusivo e terá como cenário os Países Baixos, mais propriamente as outras duas cidades que lá visitamos além de Roterdão: Amesterdão e um outro "extra", Volendam. Digo extra pois fomos surpreendidos pelo guia turístico no nosso segundo dia na Holanda (dia de Carnaval) com a visita a esta cidade que inicialmente não constava no programa. De qualquer das formas, foi tão bom que a minha vontade era de ficar lá com uma casinha :)

 
Volendam inicialmente serviu como um porto de Edam, sofrendo depois alterações ao longo dos anos. Com a fixação de agricultores e pescadores na zona, esta pequena comunidade foi ganhando mais consistência, e que literalmente quer dizer "barragem cheia".

 

 

 
Atualmente, Volendam mantém as suas origens e tradições ligadas ao mar, e é um destino turístico escolhido por muitos turistas devido à sua tradição bem vincada e que ainda hoje permanece (ainda existem muitas pessoas a usar o traje tradicional, que facilmente se vêm nos postais), mas também devido à tranquilidade e serenidade que todos que a visitam encontram, uma espécie de Costa Nova (Aveiro) à holandesa. Aqui nestas casas encontram-se habitações, comércio (cafés, boutiques, lojas de souvenirs, hotéis...) e também um pequeno museu que expõe os trajes e a história desta vila tão encantadora.
 
 
Do outro lado, conseguia-se ver um pequeno esboço de Amesterdão, ou melhor dizendo, uma amostra da cidade que se encontrava agora reduzida nesta perspectiva :)
 
 
Apesar de ainda hoje se verem moinhos nos campos holandeses, a verdade é que apenas uma minoria deles ainda estão activos em todo o país. Os que estão desativados servem agora para embelezar estes campos.
 
 
 
Amesterdão foi a segunda cidade holandesa que visitamos no nosso terceiro dia de viagem, após a saída de Antuérpia (Bélgica) e de uma pequena pausa por Roterdão (Holanda), chegando assim quase ao final da tarde à capital dos Países Baixos. Nesta cidade passamos 3 dias e 2 noites, um curto período tempo que nos valeu experiências inesquecíveis.

 

 
Inicialmente, confesso que não levava expectativas tão altas em relação a Amesterdão: pensei que não ia gostar nada, que a cidade não teria uma história suficientemente encantadora para me surpreender, que não tivesse detalhes para apreciar, para a adorar... Pois sim, quando me falavam desta viagem, juro-vos que Amesterdão é a cidade que mais memórias e experiência me traz ao reportório e à memória.

 

 
Mal se chega a Amesterdão, e contrariamente às cidades belgas em que é possível sentir odor a chocolate e a batatas fritas, vem-nos logo pelas narinas acima o cheiro a relvinha cortada (diga-se erva). Se cá em Portugal as proprietárias de lojas locais se escondem enquanto fumam um cigarro, deviam ver as que possuem uma loja na Holanda: elas para conseguirem aguentar o ritmo "louco das vendas", fumam um charro ou algo do género como quem fuma tabaco. Uma outra mentalidade, como sabem.
 
 
Uma outra notória diferença é em termos de trânsito. Na Bélgica, os cidadãos são de facto muito dados a atividades ao ar livre e adoram andar de bicicleta, porém, nada bate os holandeses. Se na Bélgica as bicicletas que víamos eram poucas, e se cá em Portugal somos mais depressa atropelados por carros, na Holanda somos mais depressa atropelados por bicicletas, aliás, acho que as bicicletas, para eles, estão como o FCP está para os portuenses (maior dos portuenses, vá), ou seja, são fanáticos até dizer chega! Tanto que até existe um parque de estacionamento para bicicletas, que é uma excelente alternativa quando as pontes ou os postes estão lotados. Pudera! Os habitantes de Amesterdão são cerca de 800 mil, e as bicicletas a circular, segundo estudos e estatísticas, são cerca de 2 milhões, ou seja, 3 a 4 bicicletas por habitante quase... E ainda ligado aos ciclistas urbanos... Não se atrevam a pisar as ciclovias, ou correm o risco de levar uma cuspidela bem dada por parte deles.
 
 
Um símbolo muito comum lá, e que está muito presente em bandeiras, souvenirs e postes na rua, são as 3 cruzes dispostas verticalmente. Não entrem em pânico! Não é nenhum sinal terrorista, nem tampouco relacionado com pornografia ou censura, apenas representam os três grandes males que assombram durante muito tempo a Holanda: a fome, a peste e as cheias.
 
 
Ora se as senhoras estavam a fumar assim umas cenas fixes, onde é que elas terão arranjado o fornecedor? Claro que foram nas Coffee Shops, o mercado que abastece todo o pessoal que se interessa assim por clichés nada banais e que só os "requintados" recorrem. Imaginem lá que até chupas e muffins de canabis existem! E eu a pensar que os muffins de maçã e canela já eram suficientemente chiques...

 

 
Apesar de se encontrarem um pouco por toda a cidade, este tipo de lojas estão em força na Red Light District, ou então, em bom português, no Bairro Vermelho. Sim meus senhores, leram bem, naquele bairro super conhecido por ter lá as catraias todas descascadas. Aliás, esse mesmo bairro está representado à luz do dia numa das imagens acima, só que vocês é que não deram por ela, aliás, só se dá por ela de duas formas: de dia é fácil de se verificar que se está lá quando vemos o Museu da Prostituição, do Sexo ou da Pornografia; de noite quando vimos as montras com as ditas catraias descascadas que muitos adoram.

 

 
Sim, eu estive na Red Light District de dia e de noite, e só tenho que agradecer ao organizador da viagem, pois sem dúvida foi a experiência mais enriquecedora que alguma vez tive. Não, ninguém recorreu aos serviços das senhoras, apenas andamos a ver as montras (literalmente) e a absorver o ambiente tão degradante que é. Por motivos de segurança não nos foi aconselhado tirar fotografias, porém, acho que nem com fotografias conseguia transmitir a ideia que quero, só mesmo presenciando... É degradante ver mulheres, algumas até com idade avançada, sabe-se lá em que condições, ali, expostas, algumas até quase que por favor, à espera que alguém lhes vá à dita cuja e que no final lhes pague pela sessão, a verdadeira degradação da palavra mulher. Quando uma cortina se fecha, já sabemos que alguém está no activo.
 
 
 
 
 
 
Ora se na nossa primeira noite em Amesterdão foi recheada de grande emoções, a segunda foi mais leve e com direito a um passeio nocturno pelo lado oposto da cidade, que nos permitiu deslumbrar de paisagens lindíssimas (não tão belas quanto as do meu amado Porto, é claro). E no meio disto tudo, não é que encontramos um restaurante português!? Já tínhamos encontrado na Holanda uma portuguesa em Roterdão, dois grupos de turistas na Red Light District, e agora um lugar para comer comida portuguesa... Que mel! É caso para dizer: existe um português em cada canto do Mundo. Viva à nossa comunidade espalhada pelos 4 cantos do globo!
 
 
 
 
Um local onde passávamos imenso tempo e que era nossa visita diária era a Praça Dam, uma praça que já foi palco de recepção às tropas de Napoleão outrora, ou seja, uma praça com imensa história. Aqui encontramos o Het Koninklijk Paleis (Palácio Real) que inicialmente serviu como instalação da Câmara Municipal. Aqui, no coração da cidade, é possível ver-se o contrastante entre a história e o movimento citadino e urbano, podendo-se encontrar o Madame Tussaud (que infelizmente não nos foi possível visitar), imensas lojas e restaurantes.
 
 
 
Os museus que tivemos oportunidade de visitar foram o Rijksmuseum (onde se podem contemplar obras como a Ronda da Noite) e o Vang Gogh Museum, onde podemos ver as obras deste artista que teve uma curta carreira, bem como objetos pessoais e algumas técnicas do artista.
 
 
Durante o nosso passeio de barco pelos canais de Amesterdão, que se realizou no quarto dia de viagem, pudemos ver as famosas casas barco (que são populares noutros países europeus), igrejas, pontes e ter uma outra perspectiva da cidade, incluindo um pormenor curioso nas fachadas das casas daquela zona: um pequeno gancho no topo de cada uma. Afinal para que serviam?

 

 
Recuando um pouco atrás no tempo, uns bons séculos ainda, todos os construíssem uma casa na zona dos canais de Amesterdão, tinham de ter em atenção a largura das casas: quanto mais largas fossem, mais imposto pagavam. Ora como transportar móveis e mercadoria se tornava complicado, os ganchos serviam como elevadores na época: fazia-se chegar uma corda cá em baixo, pendurava-se no gancho, amarrava-se à mercadoria e depois puxava-se ao andar desejado.

 

 
E agora, em jeito de despedida, deixo-vos algumas imagens random que foram tiradas nos passeios pela cidade, em diversas ocasiões. Em breve trarei um post que serve como guia de sobrevivência com dicas e truques para futuras viagens :)
 
 
 
 
 
 

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