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Moda & Style

por Joana Freitas

Moda & Style

por Joana Freitas

Manual de sobrevivência em viagem (#1)

Provavelmente este post poderá ter vindo em má altura, visto que as férias de verão já terminaram, mas, como sei que muitas famílias viajam no período de Natal, decidi fazer este post, não só a pensar nelas, mas também a pensar naquelas que estão a planear ou a pensar ir de férias no próximo ano para destinos dentro e/ou fora de Portugal – nada melhor do que preparar uma viagem antecipadamente! 

 

Como fiz questão de vos informar, este ano realizei a minha primeira viagem de avião, cujos destinos foram a Bélgica e os Países Baixos - posts que poderão acompanhar nesta tag. Apesar de ter um pai muito viajado e de lhe ter pedido alguns conselhos, a verdade é que devido à minha inexperiência, poderei ter “cometido” alguns erros (como é o caso de levar roupa a mais do que devia). Por isso, trago-vos este “manual de sobrevivência” em viagem, ou seja, nada mais do que uma compilação de dicas cruciais para quem vai viajar pela primeira vez.

 

1 – A bagagem
Antes de pensarem sequer no que vão levar, têm de prestar atenção à mala que precisam de levar. Uma coisa é viajar pela TAP ou outras companhias áreas do género, outra completamente diferente é viajar numa low cost. Nas primeiras, podemos levar aquilo que se chama de mala de porão, que, e pelo menos no meu caso, o peso não poderá exceder os 20kg, além de uma mala de mão com documentos e etc. Já nas low cost, o habitual é levar apenas uma mala de cabine, com determinadas dimensões, e com o peso que nunca poderá exceder os 10kg. É tudo uma questão de se informar atempadamente junto do balcão da companhia área que escolheu para viajar.

 

Pode parecer que não, mas a bagagem tem um peso considerável. Por exemplo, a minha pesava cerca de 3kg. Ora como no total levei 10kg, pois inicialmente estava previsto viajarmos por uma low cost, significa que levei 7kg de bagagem – roupa, calçado, produtos de higiene, e pouco mais. Tendo em conta que estive fora 5 dias e que precisava de roupa quente e calçado apropriado para caminhar, compensou-me imenso levar um trolley para acomodar tudo devidamente, além de me facilitar a vida nas movimentações de hotel em hotel, mas, caso fosse só um fim-de-semana, talvez ponderaria levar os típicos sacos de viagem, que para além de terem pouco peso, serviriam perfeitamente para levar o básico para aquele período.

 

2 – O conteúdo
Ora uma vez escolhida a mala, passemos então para o seu conteúdo. É importante frisar que só deve levar o essencial, repito, levar apenas o essencial. Eu sei que quando nos dizem isto, logo a nós que somos mulheres e que gostamos de estar prevenidas, é uma afronta total, mas temos de ser bastante frias e racionais nas nossas escolhas. Se vamos passar umas férias e repor energias, por exemplo, uma boa opção para eliminar logo 1kg ou mais de peso é, precisamente, esquecer a maquilhagem. Vá, levar apenas um rímel, um lápis, um batom e um corretor de olheiras, algo que nos ajude a dar um ar minimamente arranjado e decente, sem ter que levar tudo o que temos no nosso toucador. Ainda dentro da cosmética, leve sempre amostras de perfume, de cremes, de desinfectante para as mãos, … Verá que reduzirá muito o peso da sua necessaire na bagagem! Ah, não se esqueça de levar todos estes produtos bem fechados e acondicionados, tal como poderá ler nas informações do site da ANA Aeroportos Portugal (aqui).

 

Quanto a roupa, calçados e afins, leve apenas aquilo que necessita. Eu, por exemplo, por vontade da minha mãe, levei 3 camisolas polares/de lã, além de umas 6 t-shirts/tops para usar debaixo das camisolas quentes, 1 cachecol, 2 pares de leggings para vestir debaixo das calças, 2 pares de luvas, e ainda 2 pares de calças, além da roupa que já levava vestida… Neste caso, e por minha vontade, inicialmente só queria levar 2 camisolas polares/de lã, 3 t-shirts/tops, e 1 par de calças, mantendo assim os outros elementos, pois creio que seria a roupa adequada e suficiente para o período em que me encontraria ausente. Logo aqui, e sem exagero, poderia ter levado menos 2 a 3kg de bagagem.

 

Dica de ouro: Para não trazer o fedor de volta a casa, uma boa dica que uma das minhas professoras que me acompanhou durante a viagem foi precisamente levar para a viagem meias e cuecas velhas (as que já estão a perder a força pois o elástico já está a dar as últimas, etc). Poderá não ajudar em nada a diminuir o peso da bagagem, mas lá que ajuda a aliviar o cheiro, ajuda! 

3 – Os gadgets
Ainda antes de levantar voo, pondere se precisa realmente de levar toda um artilharia de gadgets atrás de si, pois além de haverem riscos acrescidos de os perder/danificar, os mesmos trazem peso extra à bagagem, bem como os seus carregadores. No meu caso, só levei o telemóvel e a máquina fotográfica, bem como os seus carregadores, tendo deixado de lado o tablet, o computador, entre outros.

 

4- A comida
Mais uma vez, dei ouvidos à voz da experiência e segui as dicas que um dos meus professores, que também nos acompanhou na viagem, nos deu: levar comida empacotada dentro da mala de porão. Não se isto será permitido ou não, mas a verdade é que o fiz e deu-me algum jeito – só me arrependo de não ter levado mais comigo!

 

No dia em que aterramos em Bruxelas, eram cerca de 13h00 de lá (14h00 cá), e estivemos cerca de 30min ou mais a tratar de recolher as malas, de irmos ao WC e de esperarmos pelo nosso autocarro para irmos diretamente para Bruges. Ora como não tínhamos tempo para parar para podermos almoçar, e como já nos tinham avisado com antecedência, as sandes que levei foram a coisa mais maravilhosa que podia ter feito, pois permitiu-me fazer uma refeição ligeira sem ter que gastar um único cêntimo, e sem ter desperdiçado tempo, algo que se repetiu nos dois dias conseguintes. Apesar de ter pernoitado em Antuérpia junto a um supermercado, os horários a que saia/entrava não eram os melhores, o que me impossibilitou de ir lá comprar pequenos snacks para ceia/lanches intermédios, uma vez que não tinha levado nada de cá para o efeito. Tudo isto para vos dizer que faz jeito levar algumas bolachas ou coisas semelhantes para casos similares ao meu. Portanto, enquanto organizam a vossa bagagem, não se esqueçam de incluir bolachas empacotadas e alguns snacks que vos vá dar jeito, sem se esquecer de os acondicionar devidamente e de os transportar em sacos selados e bem fechados. Verão que ainda vão conseguir poupar uns trocos para souvenirs.

5- Os souvenirs

Agora que aterraram no vosso destino, nada melhor do que desfrutá-lo e de fazerem umas comprinhas para mais tarde recordar, ou para oferecerem aos vossos familiares/amigos. Sei que nas lojinhas de souvenirs encontramos autênticos achados e coisas bastante engraçadas, mas, e mais uma vez, sejamos racionais.

 

Pense que tem 5 ou 10 familiares e amigos a quem quer oferecer uma lembrança – antes de mais, conte os casais como uma pessoa, já que isto ajuda imenso a reduzir a despesa. Já viu o que era oferecer 5 ou 10 canecas, sendo que cada uma vale 5€? Só aqui iria gastar entre 25€ a 50€! Procure oferecer ímanes, postais ou coisas simbólicas e pequeninas, sobretudo as que se vendem em packs, pois verá que poderá poupar mais do que metade do inicialmente previsto. Um exemplo prático: em Volendam, nos Países Baixos, encontrei pacotes de 10 socos típicos pequeninos a 5€, menos 45€ do que se oferecesse 10 canecas às ditas 10 pessoas. 

 

Continua nos próximos posts…

 

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